O relato de uma segunda mulher que afirma ter sido importunada sexualmente pelo ministro do STJ, Marco Buzzi, causou forte reação entre integrantes da Corte e reforçou a investigação interna aberta no tribunal.
Segundo informações da reportagem, a segunda suposta vítima — que teria trabalhado com Buzzi no passado — apresentou provas que corroborariam parte de sua narrativa ao CNJ.
Esses novos elementos teriam motivado o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, a convocar os colegas do plenário do STJ para uma reunião extraordinária na manhã desta terça-feira (10), na qual a Corte decidiu pelo afastamento cautelar do magistrado enquanto as apurações continuam.
O ministro Buzzi também teria enviado mensagens diretamente a outros ministros do STJ negando as acusações, ação que, segundo relatos, deixou alguns colegas “estarrecidos”. Ele pediu licença médica de 90 dias por motivos de saúde.
A defesa de Buzzi nega todas as acusações e argumenta que o afastamento cautelar não seria necessário, especialmente porque ele já se encontra licenciado por motivos de saúde. A defesa anunciou que apresentará “contraprovas” ao longo do processo de investigação.






