O funcionário responsável pela manutenção da piscina da academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo, prestou depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (10). Ele disse que não tinha qualificação técnica para tratar químicos da piscina e que seguiu orientações enviadas por um dos donos da academia via WhatsApp sobre os produtos e quantidades que deveria preparar.
Segundo o delegado Alexandre Bento, o homem afirmou que fazia misturas químicas de acordo com mensagens recebidas por aplicativo, e que apenas “obedecia ordens”. A defesa dele reforçou essa versão, afirmando que ele era um funcionário sem treinamento especializado e que cumpria instruções dos superiores.
O incidente
No último sábado (7), durante uma aula de natação na academia, a professora Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, passou mal após a aplicação dos produtos químicos na piscina e acabou morrendo. Outras pelo menos cinco pessoas também sofreram sintomas de intoxicação — incluindo o marido de Juliana e um adolescente de 14 anos, que permanecem internados em estado grave.
A principal hipótese da investigação é de que a mistura inadequada de cloro e outro produto químico tenha liberado gases tóxicos no ambiente, especialmente em um espaço fechado e com ventilação insuficiente, levando à intoxicação das vítimas.
Irregularidades e investigação
As autoridades também verificaram que a academia funcionava sem alvará de funcionamento e apresentava falhas de segurança, incluindo problemas nas instalações e no manejo de produtos químicos.
A academia C4 Gym divulgou nota lamentando profundamente o ocorrido e afirmou estar colaborando com as investigações e oferecendo suporte às vítimas e suas famílias.






