Projeto de anistia, já com urgência aprovada na Câmara, pode avançar ainda em 2025 com apoio de líderes “anti-Lula” mobilizados por Flávio.
Por que a discussão volta a esquentar
Flávio Bolsonaro anunciou que “vai iniciar negociações” neste fim de semana com objetivo de aprovar um projeto de anistia ainda este ano. Ele pediu mobilização de lideranças que se dizem “anti-Lula”, com o argumento de que a anistia deve servir para “inocentes”.
O projeto, que já teve a urgência aprovada na Câmara dos Deputados, está parado há meses — e a nova ofensiva marca uma tentativa de retomar a pauta antes do fim de 2025.
O que está em jogo
Uma anistia — mas para quem?
A proposta de anistia, conforme defendida por Flávio e seus aliados, seria destinada a “inocentes” — uma justificativa central para acelerar a tramitação. No entanto, o contexto remete a discussões sobre perdão a pessoas investigadas ou condenadas por eventos como os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Estratégia política de longo prazo
Para muitos analistas, a movimentação representa mais do que apenas uma anistia: seria parte de uma reconstrução do “projeto político da direita” — potencialmente fortalecendo figuras ligadas a Flávio para disputas futuras.
Dar nova força ao texto de anistia agora poderia sinalizar um realinhamento político e marcar uma ofensiva do grupo bolsonarista, com impacto na configuração eleitoral de 2026.
Riscos, críticas e repercussão
Para quem defende a responsabilização por crimes e atos antidemocráticos, a anistia representa um retrocesso — abrindo a possibilidade de impunidade para envolvidos em crimes graves.
Além disso, a pressão para aprovar rapidamente, com mobilização de lideranças e discurso de urgência, pode acirrar o clima de polarização política.
Há também o risco de desgaste institucional e de críticas intensas da sociedade civil, do Judiciário e de opositores, o que pode tornar a aprovação altamente contestada.
E agora? O que observar nos próximos dias
Qual versão do texto será apresentada — se será uma anistia ampla ou com recortes restritos. Como partidos de oposição, entidades da sociedade civil e o Judiciário reagirão à tentativa de votação rápida. Se a mobilização política liderada por Flávio se traduzirá em força real — ou se a proposta será barrada por resistências.






